De acordo com uma pesquisa desenvolvida pela ABR (Associação Brasileira do Segmento de Reforma de Pneus), desde novembro de 2012, quando encerrou o tempo determinado de adaptação à Portaria nº 444 da RAC (Regulamentação de Avaliação da Conformidade) para pneus de carga e passeio, menos de 50% das Unidades Reformadoras obtiveram o registro no Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial).
Vale ressaltar que, das 1,3 mil reformadoras de pneus brasileiras, aproximadamente 600 não estão registradas para exercer a atividade, segundo informações da ABR. O registro é uma obrigatoriedade prevista em lei.
Sem a regulamentação as reformadoras de pneus não poderão exercer suas atividades e estarão sujeitas a advertências e multas previstas em lei. Além disso, por terem menos custo que as demais regulamentadas, essas empresas concorrem deslealmente e causam sérios riscos ao consumidor, que pode utilizar um produto sem segurança comprovada.
Para quem está atualizado a respeito das normas de segurança, o registro é um grande diferencial na hora de contratar serviços. Por exemplo, a NSA Pneutec, indústria reformadora de pneus, conquistou o aval para as unidades do grupo no ano passado e, segundo o diretor da empresa, Giulio Cesar Claro, o segmento ganhou mais credibilidade.
“A reforma de pneus sempre foi vista pela opinião pública como pejorativa. Agora, com a regularização do Inmetro, isso deixou de ser um paradigma, já que 2/3 dos pneus de carga que rodam no Brasil são reformados”, afirma Claro.
Após a regulamentação do Inmetro, a NSA Pneutec tem oferecido aos clientes um atendimento mais seguro com resultados positivos, o que possibilitou também novos negócios. “Muitas empresas reformadoras que não se adequaram, preferiram terceirizar o serviço da reforma de pneus conosco”, conta o executivo.
Para 2014, a NSA Pneutec tem como objetivo realizar um trabalho técnico para a conscientização dos usuários quanto à redução nos gastos com pneus.
“Cada pneu reformado gera uma economia real em dinheiro, pois custa menos de 50% de um pneu novo de carga e muitas vezes tem desempenho superior, além disso, é uma ideia sustentável já que economiza 57 litros de petróleo se comparado a pneus novos”, completa Claro.
Fonte: Portal Transporta Brasil – 28/10/2013.