Ato de resistência contra retirada de direitos reúne diversas categorias no Centro de Curitiba

QUA / 01 NOV

Na última sexta-feira (27), a Fetropar participou do ato de resistência contra a Reforma Trabalhista e outras medidas do governo federal que retiram direitos dos trabalhadores. A manifestação foi realizada na Boca Maldita, no Centro de Curitiba, e contou com a presença de sindicatos filiados à entidade e de outras categorias, como os metalúrgicos e os professores estaduais.

Esta mobilização faz parte da campanha nacional Movimento Resistência – Por um Brasil Melhor, do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), que tem 22 confederações filiadas, entre elas a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT) da qual a Fetropar faz parte.

Para o presidente da Federação, João Batista da Silva, a união entre as entidades é essencial nesse momento desafiador que os trabalhadores enfrentam. “A resistência em relação às Reformas é um trabalho coletivo, que envolve diversas categorias, sindicatos e movimentos sociais. Juntos somos mais fortes e teremos mais força para barrar os retrocessos causados pelo governo de Michel Temer”, ressaltou.

Além da manifestação contra a Reforma Trabalhista e a Lei da Terceirização, os participantes do ato destacaram a necessidade de lutar contra a Reforma da Previdência. Segundo João Batista, as novas regras para a aposentadoria ainda não foram votadas pelo Congresso Nacional por causa da resistência da classe trabalhadora.

“O aumento do tempo de contribuição necessário para ter direito à aposentadoria integral e as alterações na idade mínima podem fazer com que muitos trabalhadores não consigam se aposentar. Vamos continuar enfrentandomais esse ataque”, destacou o presidente da Fetropar.

Projeto de Lei de Iniciativa Popular

Durante a manifestação, as entidades coletaram assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular (PLIP) que pretende anular os efeitos da Reforma Trabalhista e da Lei da Terceirização. De acordo com o artigo 61 da Constituição Federal, a iniciativa popular deve ter adesão de ao menos 1% do eleitorado brasileiro, distribuído por no mínimo cinco estados, com pelo menos 0,3% dos eleitores de cada estado, para que o projeto de lei possa ser apresentado à Câmara dos Deputados.

Após ser protocolado, o PLIP seguirá a mesma tramitação dos demais projetos, passando pela votação dos parlamentares. A previsão é de que as assinaturas sejam coletadas até 10 de novembro, véspera da entrada em vigor da nova legislação.

Os trabalhadores que desejarem assinar o projeto devem procurar seu sindicato.

Fonte: Fetropar

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